Dr. Rath Health Foundation

Responsibility for a healthy world

A última tentativa do lobby da droga para desacreditar os benefícios das vitaminas na saúde

Os comentários no estudo e observacao da ingestao de micronutrientes e as taxas de mortalidade nas mulheres mais velhas que foi publicado em 10 de Outubro de 2011, emitido pelos arquivos de medicina interna.

Pela Dra. Aleksandra Niedzwiecki, PhD

No artigo seguinte, vou dirigir os verdadeiros objectivos de publicar o estudo referido acima desta forma, neste momento, e explicar porque é que – apesar de estar baseada sobre uma avaliaçao questionável de dados frequentemente incompletos – ele foi acompanhado de tao grande publicidade.

O ultimo questionário auto reportado sobre dieta, educaçao, ingestao de vitaminas e vários outros aspectos da saúde para as mulheres idosas vivendo no Iowa terminou em 2004, mas levou outros 7 anos até que os resultados fossem finalmente apresentados em Outubro deste ano. Portanto, o que levou a querer obter esta informaçao acerca dos idosos, a partir de ficheiros “cheios de pó” em computadores velhos, e a atribuiçao de um “comentário convite” especial Editorial nos arquivos da medicina interna?

Como todos podemos ver, há muitos assuntos específicos que enfraquecem a validade do referido estudo.

Avaliaçao questionável sobre a ingestao de micronutrientes

  1. Uso indiscriminado de grandes doses de micronutrientes.

    A ingestao de Ferro varia entre 0-40 mg até mais do que 400 mg por dia. Excepto para o Ferro e o Cálcio, nao foram reportadas doses recomendadas para a ingestao de outros micronutrientes. Existem resultados diferentes se uma pessoa tomar suplementos por exemplo 4 mg de Ferro por dia contra a ingestao de 400 mg por dia, e nao haver razoes da necessidade de tomar doses altas dos micronutrientes ( por exemplo em casos de doença ).

  2. Nao foi apresentada nenhuma informaçao sobre os micronutrientes individuais avaliados neste estudo se foram tomados em combinaçao ou individualmente.

    Enquanto é possível que algumas vitaminas, por exemplo a C, era tomada como suplemento individual, outros micronutrientes tal como o Cobre, eram ingeridos como parte de um complexo de multi-micronutrientes. Tais diferenças sao importantes porque elas podem dar outro impacto nos resultados. É conhecido que combinaçoes específicas de micronutrientes podem gerar respostas fisiológicas diferentes da tomada de micronutrientes simples. Relativamente a este aspecto, é notável que uma componente administrada a altas doses durante algum tempo mais, pode desmascarar deficiencias subjacentes de outros micronutrientes e despoletar efeitos adversos. Por outro lado, tal como suportado pelos nossos estudos, a combinaçao sinérgica de micronutrientes faz possível a manutençao do equilíbrio do metabolismo celular, garantindo assim uma suplementaçao segura. Ainda mais, a composiçao de “multi-vitaminas” nao foi definida, por exemplo, nao ficou especificado se foram incluídos minerais a este grupo.

    É também aceitável que outros micronutrientes fossem tomados na forma de complexos mas avaliados como se tivessem sido tomados separadamente. Por acaso, tomando a vitamina D, Cálcio, Magnésio e vitamina C só como um suplemento ( uma cápsula ou comprimido por exemplo ) terá um impacto diferente do que se tivesse suplementado com cada um daqueles micronutrientes individualmente. Esta nao é a abordagem correcta, a mortalidade extrapolada resulta pelo uso de um componente quando está a ser usado em combinaçoes diferentes e as doses nao sao calculadas.

    As conclusoes apresentadas neste estudo reflectem a falta de compreensao dos aspectos celular e metabólico dos micronutrientes. Em particular, o estudo arbitrariamente adopta os princípios dos testes farmacológicos das substâncias artificiais individuais, que sao tóxicas por natureza e portanto precisam de ser testadas de uma forma diferente que os micronutrientes.

  3. Nao parece que como aos suplementos, as suas combinaçoes e doses fossem mantidas durante todo o tempo que duraram as avaliaçoes (1984 até 2004).
  4. Diferentes formas químicas de ingredientes específicos em micronutrientes, excipientes inactivos, adiçao de ingredientes de colorantes artificiais, sabores e camadas envolventes afectem a eficiencia e segurança dos suplementos. O estudo nao foca este aspecto completamente.
  5. O estudo nao inclui nenhum relatório sobre o tempo deste estudo, ou seja, a aderencia dos participantes seguindo um programa de ingestao de vitaminas durante determinado período de tempo.

O observaçao dos participantes é um factor crítico que resulta no rigor de qualquer estudo, como informaçao relativa aos padroes e regularidade da ingestao de suplementos como essencial com vista a garantir a eficácia e validade das conclusoes dos investigadores. Infelizmente, no entanto, nenhuma verificaçao foi dada sobre o critério da ingestao de vitaminas – outra que nao de si próprios - reportado pelos participantes eles próprios uma vez em cada dois anos - é indicado neste estudo.

Para além disso, o estudo nao definiu o termo “utilizador de suplementos”. Incluirá isso, por exemplo, pessoas que tomaram suplementos diariamente, mensalmente, anualmente, ou sempre? Por conseguinte, é digno de nota numa publicaçao recente sobre uma meta análise num assunto similar conduzido pelo Dr Bjelakovic – que, apesar da sua tendencia conhecida, foi convidado para comentar neste estudo – considerado pelos participantes que tomaram a vitamina só uma vez durante alguns anos para serem considerados “utilizadores de vitaminas”. Perguntaremos “que fidedignas” sao estas avaliaçoes?

Mais para acrescentar a este ponto: O propósito destes estudos é reportar as descobertas verdadeiras ou para atingir conclusoes premeditadas?

Assuntos relativos ao questionário

  1. A base da presente avaliaçao destas observaçoes foi um questionário de 16 páginas contendo informaçao auto reportada numa variedade de tópicos – dos quais a ingestao de suplementos foi só uma – por um grupo de mulheres que estavam, numa média, entre os 61-79 anos de idade. Este questionário foi completado no princípio do estudo em meados de 1997 e finalizado em 2004.

    A veracidade deste tipo de informaçao de conclusoes definitivas nao válidas , tais como as apresentadas pelos autores, o editor e os comentários nos Arquivos da Medicina Interna. Conclusoes mais rigorosas poderiam ter sido obtidas de estudos clínicos controlados comparados com um grupo de pessoas tomando suplementos específicos e outro grupo tomando placebo.

  2. Nao foi dada informaçao sobre o estado da saúde dos participantes e das drogas farmaceuticas tomadas durante o tempo do estudo.

    Este aspecto é muito importante porque considerando a faixa etária das mulheres participantes, é de pensar que muitas delas terao tido vários problemas de saúde e mesmo a necessidade de tomar medicamentos, pelo menos no mínimo, para dores de cabeça, dores diversas, digestao, problemas em adormecer e por aí fora.

    De facto, entre 1984 e 2004, mais mulheres dos dois grupos reportaram que tiveram tensao alta e diabetes que foram controladas por várias drogas prescritas. Também, análises sensitivas mostraram que 3,523 das mulheres tiveram cancro em 1984; No entanto, o cancro nao foi incluído como característica base dos participantes do estudo. Era mais provável que os pacientes de cancro fossem incluídos nos grupos de utilizadores de suplementos, uma vez que muitos deles tomavam vitaminas para aliviar os efeitos severos da quimioterapia, radiaçao e outras drogas. Este grupo podia facilmente distorcer a taxa de mortalidade.

Portanto, é interessante que a ingestao de drogas nao foi considerada como factor quando avaliada a mortalidade neste estudo, mesmo as análises estatísticas incluídas como ajustamentos por muitos outros grupos ( 15 ), tais como a idade, educaçao, local de residencia, ingestao de fibras, actividade física, diabetes e outras.

Considerando que os efeitos colaterais das drogas sao a 4a causa mortal, esta omissao nao é surpreendente, só questiona os verdadeiros motivos dos autores do estudo.

  1. Quase o dobro das mulheres que eram “utilizadores de suplementos” reportaram HRT = Hormone Replacement Therapy ( Terapia de Reposiçao de Hormonas ) - (13.5% contra 7.2% no início e 9.7% contra 4.8% em 2004 e anos seguintes). HRT foi bem associada com alto risco de desenvolver cancro, doença cardíaca e outros problemas que aumentam o risco de morte. É mais provável que mulheres dentro do HRT grupos estivessem a usar suplementos para os seus problemas de saúde e fossem portanto consideradas como “utilizadores de suplementos”. Ao mesmo tempo, este grupo representou um aumento do risco de mortalidade a partir de doenças resultantes do uso de HRT. Seja como for, este aspecto nao foi discutido na análise da discussao e avaliaçao deste estudo.
  2. Porque é que muitas mulheres participando no grupo de “nao utilizadoras de vitaminas” ( cerca de 80% ) saíram do estudo a seguir ás avaliaçoes? Durante o mesmo período (1987-2004), o grupo das utilizadoras de vitaminas decresceu cerca de 30%. Portanto, a avaliaçao final incluiu mais de 16,000 utilizadores de vitaminas contra 2,800 de nao utilizadoras de vitaminas. Esta é uma significante diferença que nao foi mencionada no estudo. Foi a falta de saúde um factor desinteressante? Perguntamo-nos.
  3. Há muitos outros aspectos que formam um puzzle neste estudo. Por exemplo, parece que quando um modelo multi-variado traz resultados positivos para os nutrientes testados, outros modelos eram usados até encontrarem resultados negativos ( ver tabela 2 neste estudo ).
  4. Co-variáveis extremas eram usadas na avaliaçao de várias ingestoes de vitaminas sem compreensao das suas inter-relaçoes, aplicabilidade e dependencias. Um modelo matemático estatístico aplicado a um sistema vivo e interactivo, em que co-dependencias e interacçoes sao desconhecidas, nem sempre reflecte a realidade.

Outros aspectos

Sob o ponto de vista científico, Mursu e os seus colegas avaliaram os efeitos dos micronutrientes seguindo os velhos esquemas, vista refutada “cartesiana” de que o nosso corpo é uma soma aritmética das suas partes. Portanto, estes investigadores separam micronutrientes individuais sem respeitarem a sua sinergia, interacçoes ou reciclagem biológica, ou as influencias de vários factores como agentes causadores de risco de mortalidade.

Enquanto dependendo só de observaçoes, o estudo implica a conclusao irresponsável de que a suplementaçao vitamínica só devia ser considerada para tratar doenças resultantes de deficiencias nutricionais. Na realidade, claro, os suplementos sao necessários para PREVENIR tais estados de deficiencia. Por isso, seria anti-ético restringir o seu uso (tal como implicado nos comentários do estudo) porque isto seria ainda um outro resultado de desenvolvimento da doença. É surpreendente, entao, considerar que os princípios fundamentais que governam o “negócio das doenças” da industria farmaceutica,” que esta abordagem coloca directamente nas maos do modelo de cuidados de saúde do negócio dos multi-trilioes de dólares da industria farmaceutica.

Tal como afirmado anteriormente, os micronutrientes sao essenciais para optimizar a saúde das pessoas. Além disso, numerosas informaçoes científicas e clínicas suportam a sua ingestao como optimizada, em vez de mínima segundo as “doses diárias recomendadas”.

Algumas das interpretaçoes dos resultados do estudo de Mursu demonstra que os proponentes da regulaçao sobre as vitaminas nao sao claras em como justificar a sua postura “anti-vitaminas”. Por acaso, os Drs Bjelakovic e Gluud atestam no seu comentário que deve haver um erro colectivo relativamente aos benefícios dos anti-oxidantes, porque o stress oxidativo pode até ser bom e aumentar o nosso tempo de vida ( o que diria o Dr. Denham Harman sobre isto, o fundador da “teoria do envelhecimento dos radicais livres ). Ao mesmo tempo o aumento das participaçoes de risco de mortalidade com relaçao á suplementaçao de Ferro e Cobre é atribuído por eles para o efeito “pro-oxidaçao” destes componentes. Por outras palavras, as suas explicaçoes sao contraditórias.

Resumindo, este estudo adiciona á reputaçao dos arquivos de medicina interna como jornal da associaçao médica americana ( AMA ) que está inclinado em publicar estudos negativos relativamente ás vitaminas protegendo o estado da situaçao da industria farmaceutica. Quando, em 1994, o Dr. Rath e eu submetemos os resultados do primeiro ( de sempre ) estudo clínico sobre os benefícios da ingestao específica de micro nutrientes para alterar o progresso da doença, o entao editor do jornal da associaçao médica americana (JAMA) respondeu dizendo que “este jornal nao estava interessado neste tópico”. As publicaçoes da AMA viajaram longas distâncias desde aquele momento, mas nao notaram que eles tomaram uma direcçao errada. É portanto, o momento ideal para mudar isto.

Porque é que este estudo (velho á décadas) foi publicado, agora?

Este estudo apareceu de repente a seguir á publicaçao do nosso novo livro ‘Victória sobre o cancro,’ que desmascarou a verdade sobre o negócio farmaceutico de 56 bilioes de dólares por ano com a epidemia do cancro. Com a publicaçao do nosso livro, tornou-se claro que o negócio com o cancro nao pode ser sustentado por muito mais tempo. Em 22 de Setembro, como resultado do anúncio sobre o nosso livro no jornal "New York Times", o mundo aprendeu a verdade sobre isto.

Nessa mesma semana, a Assembleia das Naçoes Unidas em Nova Iorque debateu como reduzir as doenças nao infecciosas tais como as doenças do coraçao, cancro, diabetes e outras, que disseminaram pelo mundo em proporçoes epidémicas e custando trilioes de dólares (!). É evidente que esta política de cuidado de saúde é a base da crise económica global.

Nao existem dúvidas de que as vitaminas e os micronutrientes, sendo constituintes essenciais do nosso corpo, formam a base da saúde e da vida. Nós sofremos de insuficiencia, nao de excessos destes micronutrientes, e nao só no mundo desenvolvido das economias da frente tais como os Estados Unidos, Canadá, Alemanha e outros países Europeus. As raízes para muitas doenças, incluindo as doenças do coraçao, cancro, osteoporose, diabetes, bem como doenças do sistema imunitário ( imuno-deficiencias ), decorrem da deficiencia ou desequilíbrio destes componentes críticos. As descobertas do Dr. Rath, o trabalho do nosso instituto de investigaçao e milhares de outras publicaçoes investigativas mundiais claramente indicam que ao implementar uma suplementaçao correcta com micronutrientes nas estratégias dos sistemas nacionais de saúde, estas doenças podem ser reduzidas para uma fracçao da sua incidencia de hoje e uma fracçao dos custos com a saúde de hoje.

Perante esta perspectiva, o “Ponto da situaçao” da industria farmaceutica tem que recorrer á manipulaçao e distorçao da ciencia por forma a manter o seu monopólio da saúde e continuar a “mexer os cordelinhos” de uma crise global em que ninguém sabe o que se passa. Portanto, os autores deste estudo e nota editorial, ao clamar para a aboliçao da Dieta dos Suplementos da saúde e acto de educaçao de 1994 (DSHEA) e a regulaçao dos suplementos como drogas, claramente indica que estes serao os parâmetros sobre os quais as futuras batalhas da libertaçao das vitaminas serao combatidos.

Artigo Original: Dietary Supplements and Mortality Rate in Older Women, J. Mursu et al. Arch.Intern.Med, 2011, 171, 1625-1633.